Arquivo do mês: maio 2011

“Vou cuidar de mim.

De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais,

de querer demais, de esperar demais”

(Caio F)

“…não quero olhar para trás, lá na frente,
e descobrir quilômetros de terreno baldio
que eu não soube cultivar.
Calhamaços de páginas em branco
à esp
era de uma história que se parecesse comigo.
Não quero perceber que,
embora desejasse grande,
amei pequeno”.

(Ana Jácomo)

“…Sim, é verdade, eu levo mesmo algumas dores
na minha simplória bagagem. Levo também pó de estrelas
douradas e algumas mudas de jasmins.

No peito, um sol inteiro a florir…
Nos olhos um céu iluminado com as cores que a esperança
tem, e eu havia desaprendido de ver.”


(Arnalda Rabelo)

“Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.”

(Caio Fernando Abreu)

“Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira.

(Marla de Queiroz)

“Depois dos 30, continuamos errando. Continuamos não sabendo. Continuamos esperando. Mas, pelo menos, temos uma breve ideia de onde queremos chegar. Não é fácil, eu admito. Existe uma pressão no mundo para que você se torne uma coisa: GENTE GRANDE. Aí, meu querido, começa a batalha… Você TEM que ter um diploma, uma carreira, um namorado, um casamento, um filho, um cachorro. (Mesmo que não seja a lista dos sonhos de sua vida). Você tem que cortar o cabelo, tirar o piercing, encompridar a saia, comprar um biquíni maior, aposentar suas calças rasgadas e blusas de banda. (Apesar de achar seu novo “eu” um tanto demodê)…

Mas criança grande que sou, ainda acho os 30 são a melhor coisa do mundo. Que se danem as contas, as rugas e demais amolações. As paranóias dos 20 (finalmente!) acabaram. Agora você é um ser sublime e sem espinhas. E – digam o que quiserem! – você nunca mais vai morrer de amor. INVENÇÃO MINHA? Não, acho que não. Depois dos 30, a gente sofre com mais dignidade. A gente sabe que toda dor passa. E entende que – tirando a morte e a lei da gravidade – tudo tem conserto.”

(Fernanda Mello)

“Eu não sou tão forte quanto eu previa, nem tão fraca quanto eu temia. Não tenho o passo rápido como eu gostaria, nem paraliso como poderia. Aprendi a me equilibrar nos extremos. Se não tenho o direito de escolher todos os acontecimentos, posiciono de acordo com os fatos. No final, o que me move não é forte o suficiente pra me derrubar, mas é intenso o bastante pra me fazer ir além.”

(Fernanda Gaona)