Arquivo do mês: junho 2011

“Exausta de tantas outras coisas, hoje queria não ter levantado da cama, queria ficar lá, dormindo e só levantar na segunda-feira para começar toda essa droga de semana útil, trabalho e blábláblá…
Tem tanto coisa legal para se fazer, tanta gente legal para conhecer, tanta coisa boa acontecendo do lado de fora da janela do meu quarto.
E daí? Sempre tem alguém enchendo meus ouvidos com essas baboseiras, mas até disso eu estou cansada. Não quero fazer nada disso, não quero conhecer mais ninguém, só quero ficar quieta no meu canto, ficar em casa sábado e domingo, lendo, vendo TV, dormindo ou fazendo qualquer coisa menos legal do que as que acontecem do lado de fora da minha janela. Pode ser?
Eu não quero ser forte ou feliz por obrigação, se isso é deprê, lamento, mas estou cansada disso também. Não quero sorrir para quem me magoa e fingir que tudo vai bem, não quero fazer de conta que vivo bem sozinha e que posso cuidar de tudo, simplesmente porque isso não é verdade e de mentiras eu também cansei!
Não quero pena, nem ombro para chorar, nem conselhos, nem gente rindo na minha volta. Sei quem gosta de mim de verdade e sei que posso procurar a hora que eu precisar. Isso é bom.
Sei que eu queria alguém ao meu lado, mas que nesse momento não vai acontecer, talvez eu espere mais um pouco ou talvez mande isso pro inferno também!
Sei que tem um monte de gente esperando um monte de coisas de mim, mas eu não vou corresponder a essas expectativas. Lamento por isso, mas decidi ser egoísta. Quando eu estiver menos cansada de tudo isso, talvez levante da cama sorrindo e faça um monte de gente feliz com boas ações.
Por enquanto a única pessoa que eu quero fazer feliz sou eu mesma!”

(Caio F.)

“Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã virará pó no filtro da memória. Mas o sorriso (…) ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo.”

(Caio F.)

“É preciso tomar cuidado com as paixões impossíveis, nestes casos achamos que quanto mais difícil for para conquistar a pessoa, melhor, mais seduzidos ficamos. Isto não é amor, isto é vontade de ganhar, não é vontade de amar. Este amor idealizado é que gera sofrimento. Se o amor não é correspondido, deve-se simplesmente deixar a outra pessoa ir embora. Se um amor não correspondido está gerando muito sofrimento, provavelmente não se trata de um amor verdadeiro, sendo apenas uma idealização feita da pessoa, em que alguém se apaixona por aquilo que pensa que o outro é, e não por aquilo que ele realmente é.”

(Padre Fábio de Melo)

“Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do “apesar de”. Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”. Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono. Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar.”
( Pc Siqueira)

 

Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. (Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim).
(Fernanda Mello)

“A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto. Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.”

(Caio F)