Arquivo do mês: setembro 2011

“A Carne é fraca, a alma é safada e o diabo ainda atenta!”
(Caio F.)

“Gosto de olhar as pedras e os desenhos do vento
na superficie da água, gosto de sentir as modificações
da luz quando o sol está desaparecendo do outro lado do rio,
gosto de sentir o dia se transformando em noite e em dia outra vez,
gosto de olhar as crianças brincando no corredor de entrada
e das palmeiras que existem no meio da minha rua — gosto de pensar
que vou sempre ter olhos para gostar dessas coisas,
e por mais sozinho ou triste que eu esteja vou ter sempre
esse olhar sobre as coisas.”

(Caio F.)

“Insistir naquilo que já não existe, é como calçar um sapato que não te cabe mais! Machuca, causa bolhas, chega a carne viva e sangra. Então melhor é ficar descalça. Deixar livre o coração, enquanto vive… Deixar livre os pés, enquanto cresce… Porque quando a gente cresce o número muda.”

(Desconhecido)

“Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás. Então eu pego o passado, e transformo em poesia-ou-coisa-assim.”
(Caio Fernando Abreu)